Resenha: A Menina que brincava com fogo - Trilogia Millennium II (Stieg Larsson)

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“Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade.” Lisbeth Salander

Sinopse: Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi mor-to a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes - um Colt 45 Magnum - não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis - e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.
A menina que brincava com fogo segue as regras clássicas dos melhores thrillers, aplicando-as a elementos contemporâneos, como as novas tecnologias e os ícones da cultura pop. O resultado é um romance ao mesmo tempo movimentado e sangrento, intrigante e impossível de ser deixado de lado.

608 páginas de pura adrenalina e ansiedade. A história começa com um prólogo de tirar o folego, no qual uma menina aparece com os braços amarrados numa cama, e um homem aparece para vê-la. É seu aniversário de treze anos, e essa informação lhe cai como uma bomba ao final do prólogo. Seria ela uma vitima sequestrada, abusada, tortorada? 
Essa resposta só chega às quase 450 páginas adiante. 
O foco desse livro é a história de Lisbeth Salander. Se você, como eu, caiu na besteira de assistir à versão americana do filme sem ter lido o livro, deve ter ser sentido igualmente frustrado. O grande segredo de Lisbeth só será revelado entre as 200 páginas finais, e até agora não entendi o por quê dos roteiristas terem acabado com a graça toda.
Na presente trama Lisbeth é caçada pela policia acusada de triplo assassinado, e Mikael corre contra o tempo para provar sua inocência. Conhecer a história de Lisbeth só me fez fascinar ainda mais por ela. Mesmo que Mikael e ela não tenham se encontrado pessoalmente durante toda a trama, não deixaram de estar juntos, e de formarem o mais peculiar e instigante casal da história. 
Com uma escrita impecável, dando conta de todos os detalhes e destrinchando personagens complexos, de graus humanos muito próximos à realidade, Larsson nos deixa com mais vontade de continuar lendo, mais e mais. Prestes a começar o terceiro e mais volumoso dos três livros, já sinto que vou ficar com saudades de Listbeth e Mikael.

No final das contas, toda aquela relação de Lisbet com as equações ficam a julgamento de cada leitor. Acredito eu que ela é como uma equação de Fermat, impossível de ser provada, mas que pode dar muito trabalho para quem tentar. 

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3 comentários

  1. Eu morro de vontade de ler essa trilogia. Todos dizem que é muito bem escrita e eu realmente quero ver se é tudo isso mesmo. *-*

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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  2. Olá, Luara! Pode acreditar que é tudo isso, e mais ainda! Vc vai viciar. Beiiijos

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  3. Muito boa resenha, realmente os livros são ótimos!
    eu li já tem um tempo e achei muito diferente.

    http://cartapacias.blogspot.com.br/

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