Resenha de livro: A Rainha do Castelo e Ar - Millennium III (Stieg Larsson)

11:00

Sinopse: Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto russo, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como uma psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre.
Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.

Há mais de um mês que minha vida literária se resume a Mikael Blomkvist e Lisbet Salander.
Chorei, sorri e emoções vivi nessas tantas páginas de uma das trilogias mais bem escritas e detalhadas que já vi em minha vida. Engoli linhas e linhas esperando pela resolução dos suspenses; torci para que Lisbeth fosse inocentada e libertada da tutela, e para que Zala pagasse ainda mais pelos seus pecados.
Não me arrependo de nenhum minuto gasto durante esses meses.
Mas...
O final me deixou muito frustrada. (Atenção para SPOILERS)
Como eu disse, passei muito tempo dedicando energia a essa obra e amei cada personagem. Os dois primeiros livros não deixaram a desejar nenhum instante, porém o terceiro foi um pouco cansativo e desapontador para mim. Primeiro porque Lisbeth passou a maior parte da trama numa cama de hospital, enquanto o Mikael fazia toda a ação acontecer. Foram páginas e páginas de detalhes sobre os membros da Seção que não foram lá muito úteis, enquanto eu queria ver mais da Sally e do Mikie. O Zala teve uma morte rápida demais para o meu gosto. Mas a verdade é que o que mais me frustrou foi que não houve uma cena sequer dos dois protagonistas juntos!
Foi exatamente isso que eu elogiei no segundo livro. Lá, eles pareciam estar conectados mesmo em cenários separados, mas aqui, por mais que todas as ações de Mikael se centrassem em Lisbeth, eles ficaram em lugares muito distantes, e a relação ficou vazia. Eu ainda tinha esperanças que eles se encontrariam numa cena de ação, na qual ambos seriam heróis, como no primeiro livro na luta com Martin Vanger, mas não.... Enfiou-se uma tal de Rosa Figuerola, marombada e toda cheia de marra, e o Mikael além de ficar apaixonadinho por ela, fez dela uma heorina. ODIEI ESSA ROSA. Queria que ela tivesse morrido no tiroteio em quem os irmãos foram matar o Mikael e a Erika.
E aquele final quase me fez chorar de tristeza. Depois que Lisbeth foi solta, páginas e páginas de viagens e detalhes desnecessários até ela voltar e encerrar a trama com uma visitinha mixuruca do Mikael. NÃO! Eles tinham que ter terminado fazendo algo mais interessante (sim, isso mesmo que você tá pensando, talvez). Como assim ela decidiu que não estava mais apaixonada por ele, bem na última página? Eu não esperava e nem queria romance nenhum, já que essa história não tem nada a ver com isso, mas eu esperava que eles fechassem juntos com chave de ouro. 
Enfim... O livro teve a mesma qualidade e ação que os demais. A escrita impecável e eletrizante de Larsson foi a mesma, mas o conteúdo não foi, nem de longe o que eu esperava. Nossa musa merecia um final muito melhor do que esse, pois achei o desfecho dela deprimente, como posso comprovar com um trecho do livro:

"Acabou, dessera Annika Giannini quando elas estam deixando o Palácio da polícia. Sim. O julgamento tinha acabado. Acabado para Annika Giannini. Acabado para Mikael Blomkvist, que publicara sua matéria, ia aparecer na tevê e, de quebra, com certeza ainda ia ganhar um ou outro maldito prêmio.
Mas não tinha acabado para Lisbeth Salander. Aquele era o só o primeiro dia do resto de sua vida."

OMG! Tenham misericórdia da Sally! Que triste! 
Vou sentir falta todos os dias da companhia dela, minha rainha do castelo de ar, mas sei que poderei alcança-la ali pertinho, em minha estante. Só peço aos céus que a adaptação americana altere esse final, isso se o Daniel Craig não estiver velho demais quando o filme for ser gravado. 

Desculpe minha rabugisse, mas é que eu levo essa coisa de livros muito a sério. :*

Até a próxima.


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2 comentários

  1. Oi! Adorei seu blog. Seguindo, claro!
    Beijos
    Isa
    http://www.verbosdiversos.com/

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  2. O autor morreu escrevendo o quarto livro, por isso a saga da sensação de ser incompleta. No total, ele pretendia escrever 10 livros.

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