Resenha: Os homens que não amavam as mulheres - Trilogia Millennium I - (Stieg Larsson)

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ISBN: 9788535916263
Coleção: Coleção Millennium
Páginas: 528
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2010
Assunto: Literatura Estrangeira-Ficçao Policial

Sinopse: Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada - o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada, e que um Vanger a matou. Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados, ele percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet.

Quando adquiri o exemplar mais atual de "Os homens que não amavam as mulheres", foi uma compra impulsiva, já nunca tinha visto nada sobre a história a não ser a capa do filme, ao qual, graças à provisão divina dos leitoresqueodeiamadaptaçõescinematograficasmalfeitasqueestragamolivroantesdeserlido, ainda não vi, por isso posso comentar minha deliciosa experiencia sem nenhum comentário de tendenciosa comparação. Paguei por meu livro e senti aquela empolgação de adentrar no desconhecido, mas acabei deixando-o na estante até ler os livros que tinha comprado a mais tempo, até semana passada, quando peguei-o, fiz todo meu ritual de cheirar, estudar as paginas, ler os detalhes, cheirar de novo, e iniciar a leitura.
De inicio foi difícil  Não me senti presa a história nas primeiras páginas como aconteceu com algumas pessoas que conheço. Mas como não gosto de desistir, insisti mais umas vinte páginas até que a história surtiu um efeito do tipo: NOOOOOOOOOOOSSA! Desde então não parei mais de ler até ver o fim da última página.
Larsson construiu uma trama complexa, cheia de ramificações, personagens, casos complicados que atingem diferentes pontos da história, unindo elementos como religião, assassinatos, violência  sexo sem compromisso, hacker, e mistério. Isso e muito mais. 
Os personagens principais constroem-se com detalhes, bem como alguns que não são tão importantes, mas você acaba se cativando por Mikael e Lisbeth antes mesmo deles se encontrarem, o que só acontece depois de duzentas páginas. Mikael é lindo (Daniel Craig nada tem a ver com isso, por enquanto), honesto, ético, desses homens que são fiéis aos seus princípios que acabam correndo risco de vida por eles. Super Blomkvist é meu herói! Lisbeth não é uma "mocinha" convencional. Você vai sentir sua dor, se identificar, não se identificar, torcer por ela, torcer muito por ela, e se impressionar com suas habilidades. 
A trama... Sinto-me incapaz de encontrar as palavras para descrever. O suspense do desaparecimento de Harriet é intrigante, capaz de aparecer nos seus sonhos e te deixar pensando durante as refeições, causando aquelas "viagens". Por mais eu fizesse teorias sobre o assunto, nenhuma delas chegou a solucionar totalmente o mistério, a não ser o fato de que desconfiei de Martin desde o inicio. 
Quanto ao titulo, andei observando pela web as variações das traduções e, não que eu não goste de Os Homens que não amavam as mulheres, pois ele abrange a história como um todo e a tradução correspondente ao original, mas "The girl with the dragon Tatoo" também é ótimo, já que faz uma linha semântica com os demais títulos que fazem referencia direta com Lisbeth. Abaixo do post reuni algumas capas, incluindo a original Sueca. 
Sem mais Spoilers, e sem embromação  hoje mesmo dou inicio a "A menina que brincava com fogo", e no fim de semana assistirei a versão cinematográfica americana. Prometo uma resenha comparativa com a versão Sueca assim que tiver um tempo.

RECOMENDO A TRILOGIA MILLENNIU PARA TODOS! 






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