Resenha: O teorema Katherine – John Green

12:31


Não é segredo para ninguém que John Green escreve livros maravilhosos. Depois de concluir a leitura de o Teorema Katherine, eu entendi que ele não é só um autor brilhante. É um gênio. Não há Fugging possibilidade de alguém não amar esse livro.
Sua história é originalmente linda, ao mesmo tempo em que pode servir de identificação para muitas pessoas. Quem nunca foi um TERMINADO? Quem nunca ficou “batendo na mesma tecla” com relacionamentos e seus padrões repetitivos, infindáveis, que sempre levavam ao mesmo resultado?

Ao mesmo tempo, as preferências d

e uns são por Loiras ou Loiros, Altos ou Altas, Mais Velhos, Mais Novos, Estudades, Profissionais... Colin gosta de Katherines. É uma preferência Linguistica. “...não Katies, nem Kats, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E.”

Para uma mente sensível, não vai demorar para o entendimento de que Colin é um prodígio, sim, mas tem dificuldades para entender as “mensagens” da vida. Eu o senti como sendo um tipo Sheldon Cooper, num level mais amenizado e sem a necessidade de menosprezar, ainda que inocentemente, as pessoas. Colin quer ser importante, quer que sua inteligência valha a pena, mas acaba não percebendo as lições da vida, a moral da História de sua própria vida. É como quando seu pai leu “A tartaruga e a Lebre” e ele não conseguiu enxergar mais do que os elementos lógicos da história.
O desenvolvimento do Teorema muitas vezes pode ser complexo para nós que não entendemos muito da matemática, mas com um pouquinho de esforço, e com a explicação do Matemático no final do livro, tudo começa a fazer sentido. Cada pagina vale a pena e deve ser digerida com cuidado, pois você não vai querer arriscar perder nada dessa história maravilhosa de descobertas, desenvolvimento, amizade e amor.
Apesar de ter me encantado por Colin, acho que meu favoritismo vai para o Hassan. Achei lindo descobrir que John Green tem mesmo um amigo chamado Hassan e fico desconfiada de que esse livro tenha um quê de autobiográfico (acho que todo mundo vai concordar comigo quando chegar aos agradecimentos). Lindsey também é uma personagem incrível, embora ela tenha sido um pouco bobinha ao acreditar em OOC, que desde o inicio, nunca me enganou.
Não vou resenhar muito, para não dar Spoilers, mas foi uma leitura inesquecível e que vai para a prateleira dos favoritos em minha estante. Como principal lição, que eu acrescentarei dentre as muitas com as quais devaneio, penso agora, mais do que nunca, nessa imprevisibilidade inerente ao desenrolar de cada dia de nossas vidas. Não há formulas matemáticas para prever a precisão do que pode acontecer, há a previsibilidade, e a explicação do passado, mas o futuro tem que ser abraçado, e não testado com Teoremas.

Para encerrar, deixo as frases que mais gostei ao longo da leitura.

“Seria desnecessário dizer que Katherine bebeu café puro. As Katherines, geralmente, tomam café assim. Elas gostam do café da mesma forma que gostam de seus ex-namorados: amargos.”

“O pedaço que falta em seu estômago doía demais – ela acabou parando de pensar no teorema e ficou se perguntando simplesmente como algo que não está lá pode causar tanta dor em alguém.”

“ É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que vai sentir dela.”

“Os livros são os maiores exemplos de Terminados: deixe-os de lado e eles o esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor.”

“Naquele instante, o futuro – não controlável por Teorema algum, seja matemático ou não – se descortinou para Colin: Infinito, indecifrável e lindo.”


P. S. - Fiquei torcendo para Katherine Pierce não cruzar o caminho do Collin. Seria uma devastação total. Tudo bem, esse comentário foi desnecessário. 

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1 comentários

  1. Gods, amei sua resenha ^-^
    E, P.S. - vim para comentar justamente o sei P.S ushaushas
    Assim que eu comecei a ler o livro, a primeira coisa que eu pensei é que o Colin tem que ficar longe da Kath, senão ela irá virar a K-20 ushaus

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